
Não sou o que se possa chamar efetivamente de normal, comum, clichê, padrão. Tenho lá um quê de deboche, ousadia, malícia, perversidade, mas no fundo não chego a fazer tão mal assim, pelo menos aos que quero bem. Preso pela lei do bom convívio, desde que não tentem invadir meu espaço. Rir não me é tarefa das mais difíceis, me tirar do sério também não. Entretanto prefiro a primeira opção, além de me fazer melhor, me poupa a perda de tempo e paciência gasta com futilidade. A vida é curta e eu não vim a passeio, do meu tempo faço fortuna e com ela procuro sempre fazer “bons investimentos”.
Bons amigos? Tenho sim, ainda que poucos, mas deles não abro mão em absoluto.
Entro com freqüência em contradições, mudo rápido minhas atitudes e pensamentos, por mais caótico que possa parecer, sei o lugar de cada coisa em meio a minha desordem. Bem típico da volubilidade atribuída ao meu signo - geminiana nata. Ou talvez seja apenas um desvio comportamental, mas sejamos francos, é bem melhor acreditar que a culpa é do zodíaco.
Caráter inquestionável, bom senso sempre na ativa, olhos vivos, ouvido atento, língua afiada, procurando sempre as palavras certas, embora prefira calar a ferir sem motivo. Nas palavras vejo força, tanto nas ditas quanto nas que ouço. Acabo então pagando pelo excesso de credibilidade, já que não costumo jogar com o que creio ter tanto poder, mas que atire a primeira pedra quem nunca mentiu uma vez na vida.
Sigo por caminhos tortos. As retas nunca fizeram parte das curvas do meu destino incerto. A cada passo o inesperado me surpreende e assim é tão mais gostoso...
Quem sabe um dia vire filme... Um dia romance, noutro drama ou até terror, mas nessa história inacabada, há sempre uma risada fazendo desse tumulto a minha comédia.
"Ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim..."
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