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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Herança de Platão


Um amor contido, calado, em silêncio.
Coração sufoca, sentimento preso no peito.

São tantos ais, tantos lamentos.
Pior foi crer que viver sem você seria um tormento,
saber que sem ti não sou mais eu,
inebriante desalento.

Enquanto vivo dolorosos segundo a buscar
por consolo, frente a um sorriso teu ainda
me vejo tolo.

Sofrimento ateu, descrente do amor.
Que só sossega em prantos, a procura
de um bantu pra livrar-lhe da dor.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Uníssono

Pisando passos passados por paisagens póstumas; pescando pensamentos perdidos; provoco pena, peço paciência, posto presente pretérito (im)perfeito.

domingo, 21 de novembro de 2010

Fragmentos


Não sou o que se possa chamar efetivamente de normal, comum, clichê, padrão. Tenho lá um quê de deboche, ousadia, malícia, perversidade, mas no fundo não chego a fazer tão mal assim, pelo menos aos que quero bem. Preso pela lei do bom convívio, desde que não tentem invadir meu espaço. Rir não me é tarefa das mais difíceis, me tirar do sério também não. Entretanto prefiro a primeira opção, além de me fazer melhor, me poupa a perda de tempo e paciência gasta com futilidade. A vida é curta e eu não vim a passeio, do meu tempo faço fortuna e com ela procuro sempre fazer “bons investimentos”.
Bons amigos? Tenho sim, ainda que poucos, mas deles não abro mão em absoluto.
Entro com freqüência em contradições, mudo rápido minhas atitudes e pensamentos, por mais caótico que possa parecer, sei o lugar de cada coisa em meio a minha desordem. Bem típico da volubilidade atribuída ao meu signo - geminiana nata. Ou talvez seja apenas um desvio comportamental, mas sejamos francos, é bem melhor acreditar que a culpa é do zodíaco.
Caráter inquestionável, bom senso sempre na ativa, olhos vivos, ouvido atento, língua afiada, procurando sempre as palavras certas, embora prefira calar a ferir sem motivo. Nas palavras vejo força, tanto nas ditas quanto nas que ouço. Acabo então pagando pelo excesso de credibilidade, já que não costumo jogar com o que creio ter tanto poder, mas que atire a primeira pedra quem nunca mentiu uma vez na vida.
Sigo por caminhos tortos. As retas nunca fizeram parte das curvas do meu destino incerto. A cada passo o inesperado me surpreende e assim é tão mais gostoso...
Quem sabe um dia vire filme... Um dia romance, noutro drama ou até terror, mas nessa história inacabada, há sempre uma risada fazendo desse tumulto a minha comédia.


"Ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim..."